24 de novembro de 2008

Vento e frio

Hoje está uma ventania!!!

Zeus, deus dos céus e pai dos deuses, deu a superintendência dos ventos a Eólo, que vivia na ilha flutuante de Eólia juntamente com Aurora, sua mulher, e seus 6 filhos e 6 filhas casados entre si.
Quando Ulisses saiu da ilha, foi-lhe dado um odre que continha os "os ventos uivantes" podendo ser libertados consoante as necessidades. O sopro de Zéfiro foi então enviado para ajudar os barcos a afastarem-se e prosseguirem a sua odisseia. No entanto, a curiosidade e a ganância dos seus homens fez com que estes abrissem o odre, pensando conter riquezas, libertando assim os ventos e desencadeando uma tempestade na qual se afundariam, salvando-se apenas Ulisses.

Na mitologia moderna a história é outra e a explicação um pouco mais complexa. E assim ...

Devido ao aquecimento e arrefecimento da superfície terrestre, formam-se respectivamente zonas de baixas e altas pressões. Para equilibrar estas diferenças de pressões o ar desloca-se de uma alta para uma baixa pressão, dando origem ao que chamamos Vento. Este ainda sofre umas deflecções devido a uma força resultante da rotação da Terra (força de Coriolis), explicando-se assim o sentido de rotação diferente dos ciclones no hemisfério Norte e Sul. A força do vento depende da velocidade do ar em movimento. Meteorológicamente é dada em metros/segundo mas, em termos náuticos, em nós (milhas marítimas/hora).

Desde o séc. XVI ou começo do seguinte, a tabela do piloto português Gaspar Manuel (cerca de 1604) era preparada em função da acção do vento sobre uma nau da carreira da Índia. O nosso piloto chamou-lhe de Léguas que uma nau das da carreira da Índia, poderá andar por singradura conforme ao vento que levar. Esta é a primeira tabela que se conhece de classificação dos ventos.
Em 1805 o almirante irlandês Sir Francis Beaufort (1774-1857), ao serviço da marinha inglesa, idealizou uma tabela que escalava a força do vento por 12 partes, tendo esta sido reconhecida pelo Almirantado Inglês em 1838. O Comité Meteorológico Internacional adoptou-a em 1874.
A verdadeira Escala de Beaufort dava a força do vento avaliada pelo pano que um navio à vela podia largar. Posteriormente foi convertida em função da velocidade do vento, pelo que existem diversas escalas com algumas discrepâncias, dependendo de quem a calculou.


tratar por tu...
Sotavento - Lado para onde sopra o vento.
Barlavento - Direcção de onde sopra o vento.


Família dos Ventos

Alísios ou Alíseos - ventos regulares que durante o ano sopram regularmente de NE no hemisfério Norte e do SE no do Sul. A partir dos 30º vão diminuindo de intensidade em direcção ao Equador até se extinguirem formando aí a zona de calmarias equatoriais.

Aracati - nome que dão no Ceará a um vento forte que no verão sopra de nordeste.

Aura - brisa ligeira ou vento muito brando.

Austro - o vento do Sul.

Bora - vento seco e frio do NE que sopra na parte Norte do Adriático, sobretudo durante o Inverno.

Bóreas - o vento do Norte. (irmão de Notos e Zéfiro na mit. grega)

Brisa - nome que os pescadores do bacalhau davam ao vento fresco. Na costa sul da Madeira são os ventos do quadrante E ou de E a NE.

Camacheiro - vento que sopra em rajadas fortes de N ou NE na Madeira.

Carpinteiro da Costa - temível vento sueste que sopra na costa nordeste do Brasil

Chamsin - aportuguesamento de khamsin com que os árabes designam os ventos, carregados de areia finíssima, que sopram dos desertos nas próximidades do Mar Vermelho.

Ciclone - grandes massas de ar animadas de grande velocidade de rotação formadas nas zonas tropicais. No centro do ciclone existe uma zona de calmas. O sentido de rotação no hemisfério Norte é directo sendo retrógrado no hemisfério Sul. A sua trajectória é parabólica e na direcção de latitudes mais elevadas, pelo que nunca salta de hemisfério.

Furacão - vento repentino e impetuoso de origem ciclónica.

Garbino - vento que sopra de Sudoeste.

Garroa - nome dado ao vento fresco de Sudoeste na região de Setúbal. Os pescadores da região de Moçâmedes aplicam também o mesmo nome ao vento rijo também de Sudoeste.

Gravana - Vento fresco que sopra do sul ao sudoeste no Golfo da Guiné.

Greco ou Gregal - vento que sopra da Grécia ou do Nordeste.

Harmatão - vento muito quente e seco, o qual, de Dezembro a Fevereiro sopra do NE da costa ocidental da África.

Lariço - vento bonançoso que sopra na baía de Cascais.

Lestada - vento que sopra forte de Leste.

Levante - vento quente e seco que sopra de Leste no Mediterrâneo e se faz sentir no Algarve principalmente durante o Verão.

Maestro - vento do quadrante de Noroeste.

Mareiro - vento que sopra do mar para terra.

Mata-vacas - nome que nos Açores dão ao vento Nordeste.

Minuano - vento oeste frio do Sul do Brasil, que costuma soprar com violência depois da chuva, no inverno. Vem dos Andes e passa pela antiga zona dos índios Minuanos, de quem tomou o nome.

Mistral - vento seco e frio dos quadrantes do Norte que sopra no Sul de França. Faz-se sentir entre esta região, as Baleares e a Córsega.

Monção - vento periódico soprando por largo período de tempo nas regiões do Oceano Índico. A Monção de Verão sopra de SW de Abril a Outubro acompanhada de grandes chuvadas, sendo também conhecida por estação das chuvas. A mudança da direcção do vento, que passa a NE de Outubro a Abril, anuncia a Monção de Inverno.

Naulu - vento que sopra contrário ao vento Ukiukiu na ilha de Maui no Havai

Nortada - vento forte do Norte ou de direccções próximas, que sopra na costa portuguesa especialmente durante o Verão.

Notos - vento Sul. (irmão de Bóreas e Zéfiro na mit. grega).

Pampeiro - vento sudoeste violento que sopra na costa Brasileira e Argentina, acompanhado de chuvas, cuja duração pode ir de 6 a 26 horas.

Ponente ou Poente - vento de oeste.

Ponteiro - vento que sopra de proa.

Puelche - Ventos que atravessam a Patagónia argentina vindos do Atlântico que ao chegarem ao litoral chileno chocam com os ventos do Pacífico viram para Norte com rajadas geladas.

Rabanada - Rajada ou Pé de Vento.

Rafa - Rajada de Vento.

Rajada - vento que de quando em quando sopra com maior intensidade.

Refrega, Refega ou Rafega - vento forte de fraca duração, menos forte que a rajada.

Repiquete - salto de vento para outro rumo.

Salvante - vento favorável.

Samatra - temporal violento e normalmente de fraca duração que se levanta no estreito de Malaca vindo de Samatra.

Setentrião - vento que sopra do Norte.

Simum - vento ciclónico do Sahara que se faz sentir na parte oriental do Mediterrâneo, vindo de Sul a Sudoeste.

Siroco - vento quente, asfixiante e empoeirado de SE que sopra na região do Mediterrâneo, especialmente na Itália, Sicília, Malta e Grécia. Vindo do Norte de África, com origem no deserto do Sara, aparece durante a Primavera e Verão.

Suão ou Soão - vento quente e calmoso soprando entre leste e sueste.

Suestada - vento forte de Sudeste. Nome que dão a um temporal, geralmente pouco duradouro, na Terra-Nova.

Terral - vento que sopra de terra para o mar durante a noite até pouco depois do nascer do Sol.

Tornado - Tempestade ciclónica não excedendo em geral uma hora. Forma-se com mais frequência de meados de Maio a meados de Novembro na costa ocidental de África, entre o Trópico de Câncer e o Equador.

Tramontana - vento que sopra de Norte.

Travessão - vento que sopra de través.

Tufão - tempestade ciclónica no Mar da China, com grandes mares levantados por ventos de enorme violência. Formados geralmente na região das Carolinas e Marianas.

Ukiukiu - vento alíseo de Nordeste que sopra no Havai na ilha de Maui

Vara - Temporal de duração curta.

Vara do Coromandel - Vento fresco do quadrante leste que sopra no equinócio do Outouno na costa do Coromandel na Índia.

Vendaval - vento do Sul. Também um vento forte com pesados aguaceiros e mar alteroso.

"Vento Porão" - também conhecido por "Vento Auxiliar". A direcção e intensidade deste "vento" depende da direcção imprimida pelo leme à embarcação e da potência do motor instalado no porão...

Viração - Vento fraco que sopra do mar para terra depois do meio-dia até ao pôr-do-sol até cerca de 20 milhas da costa.

Xarouco - vento terral.

Zéfiro ou Zephyrus - vento suave e fresco de Oeste. (irmão de Bóreas e Notos na mit. grega)

Dezenas de actividades em todo o país no Dia Nacional da Cultura Científica

Dezenas de actividades em todo o país no Dia Nacional da Cultura Científica: "O Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior salienta que este ano, no Dia Nacional da Cultura Científica, se assinala também o centenário do nascimento de Rómulo de Carvalho (António Gedeão), o professor, poeta e divulgador de Ciência. Muitas instituições por todo o país vão homenageá-lo e em Lisboa, no Pavilhão do Conhecimento, estará patente uma mostra com 73 experiências propostas pelo educador no seu livro 'Física para Todos'.

A Ciência Viva destaca também, de entre a programação que tem para oferecer este ano, a abertura de um novo Centro Ciência Viva em Sintra, a visita de uma professora do MIT a uma escola, no âmbito do programa MIT-Portugal, e uma exposição de projectos europeus em que professores de ciências apresentam as suas experiências no Pavilhão do Conhecimento.

Outra novidade é 'o lançamento de duas actividades de ampla participação do público por via electrónica: Os livros que queremos ler e as descobertas feitas e por fazer', acrescenta aquela entidade."

16 de novembro de 2008

Sobre as falhas da TV

Quando eu assisto aos canais de televisão digital terrestre,acontecem interrupções periódicas durante o qual o áudio e as imagens começam a falhar. Eu recentemente apercebi-me que a perturbação ocorre todas as vezes que motocicletas - e particularmente scooters - passam pela minha casa. Isso não acontece com os automóveis. Como é que as scooters perturbam a minha TV?
Michael Smith, High Wycombe

Resposta da New Scientist:
Motores de gasolina usam uma faísca eléctrica gerada para inflamar a mistura ar-combustível. Um carro moderno utiliza um sistema de ignição eletrônica, conectado com a utilização de cabos de velas que reduzem o nível de radiação eletromagnética do motor.

Em contraste, muitas motocicletas e scooters, especialmente aquelas com motores a dois tempos, utilizam um magneto nos sistemas de ignição. Um magneto é um dispositivo mecânico simples envolvendo uma bobina e um ímã que pode gerar uma alta tensão quando é necessário. É ligado às velas utilizando cabos metálicos, em vez de os cabos de alta resistência utilizados em automóveis, que não estão bem adaptados a um sistema de magneto. Como resultado, sistemas de magneto emitem muito mais altos níveis de radiação electromagnética do que sistemas de ignição electrónica.

O componente de alta freqüência desta radiação pode interferir com sinais de tal forma que o corrector de erros do seu receptor não pode suportar.

Ficha de avaliação nº1

Todos as turmas completaram a realização da primeira ficha de avaliação.
Em breve aqui aparecerá!

9 de novembro de 2008

pânico ecológico - humanidade precisará de dois planetas em 2030

Com o actual ritmo de consumo dos recursos naturais do nosso planeta, segundo o relatório Planeta Vivo de há dois anos - responsabilidade da organização WWF, Sociedade Zoológica de Londres e da Global Footprint Network - precisaríamos de um segundo planeta por volta do ano 2050. Recentemente, re-avaliadas as diversas condicionantes desse estudo, iremos ter essa necessidade 20 anos antes, ou seja, em 2030. Acabamos de hipotecar o futuro dos nossos filhos, que por essa altura estarão a entrar para o marcado de trabalho, com um planeta completamente hipotecado caso não se faça algo muito urgentemente.
Mathis Wackernagel, director-executivo da Global Footprint Network, refere que satisfazer o actual nível de consumo da humanidade será "impossível" causando alterações graves no ecossistema global e ameaçando as bases económicas da actual sociedade global. A dificuldade em produzir recursos básicos irá fazer disparar o preço dos alimentos e da energia, causando uma crise à escala mundial.

Com base no relatório, estima-se que a humanidade tem uma pegada ecológica de cerca de 17.5 mil milhões de hectares globais, correspondendo a cerca de 2.1 hectares por pessoa, na prática, mais 31% do que a capacidade do planeta para reproduzir recursos naturais. Em termos simples, o planeta esta a demorar cerca de 1 ano e 3 meses para repor aquilo que a população global consome num único ano. Por este andar, temos mais 22 anos até ao colapso do ecossistema global.

Em 2005, os Estados Unidos e a China eram os países com maior pegada ecológica, cada um usando 21 por cento da biocapacidade do planeta. Nos Estados Unidos, por exemplo, uma pessoa precisa de 9,4 hectares, em média. Os Emirados Árabes Unidos é o país com a maior pegada ecológica per capita, com 9,5 hectares; a média na União Europeia é de 4,7 hectares.

É urgente divulgar esta mensagem. É urgente sensibilizar tudo e todos para que se criem políticas ambientais credíveis que façam a diferença. Não será de um dia para o outro que a mudança irá ocorrer, mas a questão preocupante que fica é: começaremos a tempo de salvar o destino da humanidade

Cérebro de Bullys sente alegria com a dor alheia!

Os cérebros de adolescentes com história de comportamento agressivo (bullying) sugerem que eles podem realmente sentir prazer de ver alguém com dor, afirmaram investigadores na sexta-feira.

Os pesquisadores compararam oito meninos com idades de 16 a 18 que sofrem do transtorno de conduta agressiva com um grupo de oito rapazes, sem sinais incomuns, monitorizando a actividade cerebral através da ressonância magnética funcional.

Nos adolescentes agressivos, as áreas do cérebro ligadas ao sentimento recompensado - o striatum ventral e amígdala - tornaram-se muito activas quando eram observadas imagens de dor causada aos outros, de acordo com o estudo na revista Psicologia Biológica.

Este grupo mostrou, ainda, pouca actividade em uma área do cérebro envolvida na auto-regulação - o cortex médio préfrontal e da junção têmporoparietal - como foi observado no grupo de controlo.

Ministério da Educação reforça conteúdos educativos

Criado em 2006, o Banco de itens do Gabinete de Avaliação Educacional (GAVE) conta agora com mais disciplinas e mais conteúdos. Depois de ter arrancado com a Matemática o repositório já inclui itens das disciplinas de Língua Portuguesa, no 1.º e 2.º ciclos, Biologia, Biologia e Geologia, Economia, Física, Física e Química, Geografia e Química, do ensino secundário.

Este banco de exercícios é destinado aos alunos que podem aqui testar os seus conhecimentos mas também aos professores, que podem usar a informação publicada como ferramenta de ensino.

Os professores podem criar uma área reservada, onde podem ter pastas personalizadas destinadas a trabalhos de casa ou fichas de avaliação, entre outras funcionalidades.

Se quiserem contribuir para o enriquecimento do Banco de Itens os professores podem enviar fichas e outros documentos que serão sempre analisados pelo GAVE antes de serem publicados.

A base? A célula!

A célula é a unidade básica da vida. É a unidade estrutural e funcional de todos os seres vivos.

Os organismos multiplicam-se, reproduzem-se, sendo estes processos efectuados através das células. A forma de vida mais simples que é capaz de produzir cópias de si mesma, é a célula.

As células foram descobertas em 1665 por Robert Hooke, ao examinar lâminas de cortiça num microscópio rudimentar. Hooke observou cavidades poliédricas, às quais chamou células (do latim cella, pequena cavidade). Na prática observou paredes vegetais de células vegetais mortas.

As células são limitadas por uma membrana celular (citoplamática) e no seu interior contém uma solução aquosa, o citoplasma. No citoplasma encontram-se dispersas numerosas estruturas designadas no seu conjunto por organelos.

As células podem ser divididas em dois grandes grupos, consoante possuem ou não uma estrutura designadas por núcleo. De acordo com esta divisão temos as células: procarióticas e eucarióticas.

As células procarióticas não possuem núcleo e o prefixo pro, significa anterior e karyon provém do grego noz ou amêndoa, que é semelhante à forma que um núcleo apresenta numa célula. As células eucarióticas apresentam núcleo, onde o prefixo eu- quer dizer verdadeiro, ou seja, células que apresentam um verdadeiro (eu) núcleo (karyon).

As células procarióticas são relativamente simples (comparativamente às eucarióticas) e são as que se encontram nas bactérias e cianófitas ("algas" azuis ou cianobactérias). São organismos unicelulares constituídos por uma só célula.

As células eucarióticas podem ser encontradas em seres unicelulares e pluricelulares. São células complexas que se encontram nos animais, plantas e fungos.